quarta-feira, 5 de agosto de 2009

outro.

Será que serão mensais as aparições de mim por aqui?
Não tenho visto muita arte por aí esses dias. Ouço música, aliás, muita música. Quem quiser me acompanhar, estão comigo Fela Kuti, Piazzola, Portishead, Nina Simone.
Assim não vejo, mas escuto. E nessa de escutar penso um pouco em quem ouve Hermeto, Sivuca, Luís Gonzaga. Penso em inocência, e ver arte fica um pouco mais difícil.
Tem aquilo do que a gente gosta, tem o que os outros gostam, tem o que a gente não gosta mas sabe que é bom. E aí? Por onde se vai?
Penso em quem mora na praia, penso em quem mora em Nova York.
Sou do Rio, estou em São Paulo, mas será que isso importa mesmo?
Defendendo o auto abandono, a dissecação do eu lírico, garanto que não deveria fazer a menor diferença meu nome de batismo ou a babá que me cuidou. E a realidade, onde fica? E Freud? Lacan? Jung?

Noite passada sonhei que falava com Deus. E... bom, Deus era Van Gogh frustrado por ter tido que parar de pintar para cuidar desse mundinho que, como diz meu pai, é um lugarzinho de provas e expiações. Mesmo assim fui com ele, com um Deus triste, quase rancoroso. Pegamos uma lachinha e partimos mar adentro. Vale dizer que Deus era um senhor de meia idade bem enxuto, bronzeado e exímio marinheiro!

Acordei rindo, feliz. Me deu até vontade de fazer alguma coisa. É claro que, para variar, não sei o quê... trabalhar, sim. Tem sido uma boa opção. Aliás, vou aproveitar e pedir uns conselhos por aqui: um trabalho que pode vir a ser uma carreira (bem sucedida??). O mestrado.... o dinheiro... a arte.... Uma bolsa do cnpq não cairia mal!

Falei com o Waltercio esses dias. Agora além de traço, ele é voz. A elegância é mantida. Mais uma coisinha para me fazer pensar nesse tal de indivíduo/artista. Faz arte de verdade quem mantem a postura da vida intacta? Arte de verdade... risos.

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